Livro Azul - Capa
Seguem as notas relacionadas com o trabalho da DGS ao tentarem promover as inoculações através do Livro Azul. As notas seguem a linha histórica e os relatos científicos e oficiais.
Sessenta anos depois,
chegamos até aqui.
Em 1965, Maria Luísa van Zeller, a primeira mulher a dirigir
os destinos da Direção-Geral da Saúde (DGS), anunciou a criação do Programa
Nacional de Vacinação (PNV). Naquele tempo, as doenças infeciosas eram a
principal causa de mortalidade em Portugal. Para muitas delas não havia cura:
não existiam antibióticos ou antivirais eficazes, e o acesso aos cuidados de
saúde era escasso. Tornou-se claro que era essencial construir uma resposta
estruturada, de proximidade, com financiamento robusto e sustentada na melhor
evidência científica. Assim nasceu o PNV.
Desde então,
o PNV tem-se afirmado como um dos mais consistentes e bem-sucedidos programas
de saúde pública do Serviço Nacional de Saúde. As elevadas coberturas vacinais
permitiram alcançar feitos notáveis: a erradicação da varíola, a eliminação de
seis doenças outrora endémicas, como a poliomielite, o sarampo autóctone ou a
difteria, e o controlo rigoroso de muitas outras.
FALACIOSO: Como por exemplo é possível verificar a existência
das estirpes CVDPV1 e CVDPV2, que mostram o contrário.
Estes resultados só foram possíveis graças ao trabalho
incansável dos profissionais de saúde e dos parceiros da vacinação que, há
décadas, mobilizam todos os esforços para aproveitar cada oportunidade vacinal.
Igualmente fundamental tem sido a confiança e a adesão da população ao
Programa, reconhecendo na vacinação uma ferramenta essencial para a proteção da
saúde individual e coletiva contribuindo para o sucesso alcançado.
Em palavras simples: as vacinas salvam vidas, controlam doenças e poupam
recursos para quem mais deles precisa.
FALSO: Visto óbito ser uma reação adversa, indica que
matam.
Hoje, o paradigma é diferente. O impacto da vacinação é amplamente reconhecido e
Portugal orgulha-se das elevadas taxas de adesão da sua população. Contudo,
enfrentamos novos e complexos desafios: a sustentabilidade do sistema de saúde,
os movimentos de hesitação e oposição à vacinação e a crescente
descredibilização técnica promovida por alguns agentes internacionais.
INDUZ ERRO: Uma pessoa que tenha reações adversas e comunique
com outras pessoas vai descredibilizar a técnica promovida. Uma pessoa que
sofre vai gerar N pessoas que vão descredibilizar.
Mais do que celebrar conquistas passadas e sucessos
presentes, importa investir no futuro: no planeamento, na qualidade da
evidência científica, na capacidade de operacionalização, na criação de
parcerias estratégicas e na mobilização da população em torno da saúde pública.
É fundamental modernizar, envolver líderes de opinião e manter o rigor técnico
e científico que caracterizam a DGS, sempre fiel aos seus pilares: segurança,
eficácia, sustentabilidade, impacto, valor, transparência e eficiência.
NOTA: Será muito bom, contudo a transparência é algo que
ficou em falta.
É neste espírito que apresentamos o Livro
Azul de Vacinas: Programa
Nacional de Vacinação e outras estratégias de imunização. Este é o mais recente
projeto da DGS na área da prevenção da doença e promoção da saúde, refletindo o
compromisso com o investimento contínuo nas estratégias nacionais de vacinação.
O Livro Azul de Vacinas é um
referencial técnico estruturado em diferentes partes:
Ÿ Programa
Nacional de Vacinação – linhas programáticas e esquemas vacinais aplicáveis;
Ÿ Princípios
Gerais da Vacinação e Imunização – principais conceitos sobre imunologia,
vacinas e imunoglobulinas;
Ÿ Doenças
evitáveis por vacinação – capítulos dedicados a cada doença abrangida pelo PNV
e por outras estratégias nacionais de vacinação, caracterizando sintomatologia,
transmissão, complicações, epidemiologia e vacinas, imunoglobulinas ou produtos
biológicos disponíveis; Vacinação do Viajante.
Reconhecendo que as políticas de vacinação e imunização devem
ser dinâmicas, ajustadas à evolução da epidemiologia, à introdução de novas
vacinas e à atualização permanente da evidência científica, o Livro Azul de Vacinas é uma publicação
dinâmica. Novos capítulos serão acrescentados e os já publicados serão
atualizados sempre que necessário.
Este projeto resulta de um esforço interdisciplinar, reunindo
peritos de várias áreas, parceiros e profissionais de saúde, a quem expresso o
meu mais profundo agradecimento. Graças ao seu contributo, foi possível criar uma ferramenta que
simultaneamente capacita os profissionais com a melhor evidência científica e
comunica, de forma clara e rigorosa, os benefícios da vacinação à população.
NOTA: A história e como nasceu a superstição, assim descrita
em livros, mostra os resultados, sendo o conceito de inocular um agente
semelhante ao causador da dita “doença”.
Este último aspeto é particularmente importante. O sucesso da
vacinação fez com que, em alguns contextos, o receio das vacinas se sobreponha
ao medo das doenças que estas previnem — um paradoxo das próprias conquistas da
imunização. Devemos ser
claros: cada morte ou incapacidade evitável representa uma derrota coletiva. Só
com a maximização das coberturas vacinais e a mitigação de bolsas de
suscetibilidade será possível evitar surtos e o ressurgimento de doenças já
eliminadas.
FALSO: Exemplo1: CVDPV1 e CVDPV2; Exemplo2: Transmissão do
que é inoculado, tal como descrito em alguns folhetos informativos. Exemplo3:
Transformação de matéria-prima em partículas que se assemelham ao agente
causador da dita “doença”.
O Livro Azul de Vacinas é,
assim, um convite à mobilização de todos — pais e encarregados de educação,
jovens, professores, autarcas, profissionais de saúde, comunicação social,
academia, sociedade civil e indústria — para a defesa da saúde pública através
da vacinação. Manter e consolidar a confiança da população é uma prioridade
nacional e um legado coletivo que nos compete proteger.
Este livro foi criado a pensar em todos vós. É nossa ambição
que a sua publicação marque o início de um novo capítulo na história da saúde
pública em Portugal. Contamos convosco para juntos, escrevermos as próximas
páginas desta história de proteção, confiança e saúde para todos.
NOTA: Faz parte da promoção das inoculações, sendo a história
desconhecida, cito exemplo: “Lady Montague, esposa do Embaixador Britânico na
corte otomana, ouvindo falar nisto acreditou como muita boa gente no fenómeno,
trazendo a história para Inglaterra. Como consequência, o hábito de fazer
inoculações começou a espalhar-se por toda a Europa.
Pouco tempo depois verificou-se que aquele costume em vez de
evitar a doença a fazia espalhar, pelo que foram feitas leis severas, em
diferentes países, proibindo a inoculação do pus variólico.”
Rita Sá Machado
Diretora-Geral da Saúde
A Unidade de Vacinas, Imunização e Produtos Biológicos (UVIB)
da Direção-Geral da Saúde foi criada a 22 de julho de 2024, pelo Despacho n.º
8094/2024, com uma missão clara e ambiciosa: proteger a saúde de todos os que
vivem em Portugal através da imunização.
Cabe-nos coordenar o Programa Nacional de Vacinação (PNV),
propor estratégias, definir critérios técnico-científicos e produzir normas e
orientações que tornem as políticas
de vacinação mais eficazes, sustentáveis e ajustadas aos desafios de um mundo
em constante transformação.
NOTA: Citando: “Completamente ignorante das leis da natureza,
nega o direito, a uma criança saudável, de ir para a escola, sem apanhar uma
doença (vacina) para se livrar de uma outra (varíola).”
Desde o primeiro dia, orientámos a nossa
ação por três princípios fundamentais que refletem a essência da nossa missão:
- Gerar impacto real na saúde pública,
- Garantir
a sustentabilidade e eficiência das decisões e,
- Aproveitar
todas as oportunidades para proteger a população.
A nossa atuação assenta na melhor evidência científica
disponível — aquela que resulta do estudo da epidemiologia das doenças evitáveis por vacinação,
da segurança e eficácia das vacinas e da evolução do sistema de saúde e da
sociedade.
FALSO: As defesas do corpo são ultrapassada com a agulha, o
corpo vai ficar com mais carga viral, pois tem de reconhecer o agente causador
da dita “doença”.
Contamos, para isso, com a colaboração indispensável da
Comissão Técnica de Vacinação composta por peritos independentes, cuja
experiência, conhecimento e dedicação nos permitem fundamentar cada decisão com
rigor e confiança.
Contudo, sabemos bem que o sucesso da imunização em Portugal
vai muito além da ciência.
É, acima de tudo, o resultado de um esforço coletivo.
É
graças ao trabalho incansável de milhares de profissionais de saúde que, todos
os dias, acolhem, informam e vacinam com dedicação e humanidade. É graças ao
empenho das equipas das unidades de cuidados de saúde primários e das Unidades
Locais de Saúde que garantem que ninguém fica para trás, independentemente da
sua origem, condição socioeconómica ou residência.
E é, sobretudo, graças à confiança que os portugueses
depositam no PNV — construída ao longo de décadas — que Portugal continua a ser
um exemplo internacional de sucesso em cobertura vacinal.
Num cenário marcado pelo envelhecimento populacional, pelo
aumento das doenças crónicas, pela mobilidade internacional, pela crescente
instabilidade social e política, pela desinformação e por uma pressão constante
sobre os serviços de saúde, a prevenção assume uma importância cada vez maior.
O PNV, que é o maior e mais custo-efetivo programa de saúde
pública do país, tem de continuar a ser um exemplo de excelência, proteção e
equidade, garantindo que todas as pessoas, ao longo do seu ciclo de vida,
tenham acesso à melhor proteção possível.
Para que isso aconteça, é essencial pensar as políticas de
imunização com visão estratégica e de longo prazo. As decisões que tomamos hoje
terão impacto durante muitos anos e exigem planeamento cuidadoso, avaliação
rigorosa do impacto em saúde e análise criteriosa do custo-efetividade. Só
assim poderemos antecipar a chegada de novas vacinas e priorizar aquelas que
mais benefícios trarão à população.
Sabemos, também, que nenhuma estratégia tem valor se as
vacinas não chegarem a quem delas precisa. É por isso que valorizamos tanto o
trabalho em rede — a cooperação entre profissionais, instituições, entidades
parceiras e comunidades. É essa colaboração contínua que nos permite antecipar
desafios, reduzir desigualdades, reforçar a confiança e transformar cada
oportunidade numa vida protegida.
Com este espírito de missão nasceu o nosso grande projeto: o
Livro Azul de Vacinas. Este referencial técnico, construído com o contributo
generoso de dezenas de especialistas e parceiros, pretende ser uma ferramenta
prática e útil para todos os que trabalham na área da imunização — em Portugal
e além-fronteiras.
O Livro Azul de Vacinas não é um ponto de chegada, mas sim um
ponto de partida. É um projeto vivo, dinâmico e em constante evolução, que
continuará a ser atualizado para responder aos desafios emergentes e para
fundamentar com rigor as estratégias de imunização de que o país necessitará
nos próximos anos.
Acreditamos profundamente que o futuro da saúde pública se
constrói com ciência, mas também com participação, confiança e compromisso
coletivo.
E é com essa convicção que colocamos a UVIB ao lado de todos
os que partilham connosco esta missão: proteger vidas através da imunização.
Juntos — instituições, profissionais, parceiros e cidadãos — continuaremos a
trabalhar com determinação para que Portugal permaneça um país mais saudável,
mais protegido e mais preparado.
Vacinar
é proteger vidas, é cuidar de cada pessoa e é investir num futuro mais
saudável. Essa é a missão que partilhamos e que só faz sentido se for feita com
todos e para todos.
FALSO: Os programas de
compensação de vacinas mostram que causa danos.
Natália Pereira Chefe de Equipa da Unidade de Vacinas, Imunização e Produtos Biológicos
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